Árvore rumorosa pedestal da sombra
sinal de intimidade decrescente
que a primavera veste pontualmente
e os olhos do poeta de repente deslumbra
Receptáculo anónimo do espanto
capaz de encher aquele que direito à morte passa
e no ar da manhã inconsequentemente traça
o rasto desprendido do seu canto
Não há inverno rigoroso que te impeça
de rematar esse trabalho que começa
na primeira folha que nos braços te desponta
Explodiste de vida e és serenidade
e imprimes no coração mais fundo da cidade
a marca do princípio a que tudo remonta
sábado, 19 de abril de 2014
#6 - ÁRVORE RUMOROSA, Ruy Belo
sexta-feira, 18 de abril de 2014
#5 - "Árvores", Alberto de Lacerda
Árvores
O vento inebriado
O piar de certos pássaros
O jardim
O olhar que vai dar continuamente
Ao horizonte
As paredes vetustas
Rosas iluminando
O desmaiar lentíssimo
Da tarde
O vento inebriado
O piar de certos pássaros
O jardim
O olhar que vai dar continuamente
Ao horizonte
As paredes vetustas
Rosas iluminando
O desmaiar lentíssimo
Da tarde
The Stone Bar
Pilton
19 de Agosto 97
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